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LULA REGULAMENTA LEI SOBRE USO DE COBAIAS EM PESQUISA E ENSINO

No prazo de 30 dias, Brasil deverá ter o primeiro órgão para disciplinar abusos, decreta a legislação

Na prática, a regulamentação da chamada Lei Arouca, que acaba de ser assinada pelo presidente Lula, institui pela primeira vez no país o controle oficial sobre a utilização de animais nas pesquisas e no ensino.
Após ficar em tramitação por 13 anos no Congresso, a legislação que organiza como será o uso de cobaias no país acabou sancionada em outubro.
O texto da regulamentação, publicado no Diário Oficial em 16 de julho, normatiza a criação do Concea (Conselho Nacional de Controle de Experimentação Animal).
"Este órgão central, que terá todas as informações sobre a criação e o uso de animais em laboratório, deverá ser criado em aproximadamente 30 dias", diz Marcel Frajblat, pesquisador da Universidade do Vale do Itajaí (SC) e presidente do Cobea (Colégio Brasileiro de Experimentação Animal).
Segundo o texto de regulamentação da lei, o Concea será presidido pelo ministro da Ciência e Tecnologia. Ele será formado por 14 pessoas, incluindo dois membros das sociedades protetoras de animais legalmente criadas no país.
Órgãos públicos e associações científicas, como a SBPC (Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência) e a ABC (Academia Brasileira de Ciências) também terão representantes no conselho.
Toda a instituição que cria ou usa animais, seja em pesquisa ou na sala de aula, também deverá se adequar. Quem não criar ou se associar a uma comissão de ética em 90 dias ficará na ilegalidade.
Hoje, no Cobea, existem 150 comissões de ética no uso de animais cadastradas. "As universidades federais e estaduais, assim como as particulares e as diversas instituições [públicas] de pesquisa e laboratórios particulares utilizam animais. A maioria já tem sua comissão ou está criando", afirma Frajblat. Por causa da nova lei, "várias outras precisarão ser criadas", diz o pesquisador.

Por EDUARDO GERAQUE


Ranking coloca revistas científicas brasileiras em ''risco de extinção''


Com alterações no Qualis, sistema oficial de avaliação, periódicos nacionais têm de concorrer com estrangeiros

Herton Escobar escreve para “O Estado de SP”:

O espantoso aumento de 56% da produção científica brasileira em 2008 foi proporcionado, em grande parte, pelo aumento no número de revistas nacionais indexadas no Institute for Scientific Information (ISI) - o seleto banco de dados da empresa Thomson Reuters que reúne estatísticas sobre aquelas que são consideradas as melhores revistas científicas do mundo. Fato que foi celebrado como um reconhecimento da qualidade desses periódicos brasileiros no cenário internacional.

Porém, um crescente coro de cientistas tenta chamar a atenção para um fenômeno contrário que estaria ocorrendo no país. Segundo eles, várias revistas científicas brasileiras estão "ameaçadas de extinção" pelos novos critérios de avaliação adotados pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) para o sistema Qualis, que hierarquiza as publicações de acordo com sua importância nas respectivas áreas do conhecimento.

A crítica é endossada por pesquisadores das áreas de zoologia e botânica - além de outras disciplinas - cujas publicações foram "rebaixadas" na avaliação da Capes. Até 2008, o Qualis era dividido em duas categorias: nacional e internacional. Agora, há uma estrutura única, em que as revistas brasileiras "competem" com as estrangeiras dentro do mesmo ranking.

O resultado é que muitas publicações nacionais, antes classificadas entre as melhores de sua área, passaram a ocupar os estratos mais baixos do Qualis.

"O efeito prático, em última instância, é que estão destruindo as revistas nacionais", diz o herpetólogo Hussam Zaher, professor titular e responsável pelas publicações científicas do Museu de Zoologia da Universidade de São Paulo (MZ-USP). Ele lembra que o Qualis é um dos principais critérios usados pela Capes para avaliar os cursos de pós-graduação.

"Em flagrante contraponto à sua própria política de incentivo às publicações brasileiras, o sistema Qualis da Capes promove um processo gradual de desagregação do nosso conjunto de revistas de qualidade das áreas de Zoologia e Botânica, que deverá restringir em curto prazo os meios de comunicação da comunidade científica nacional", diz uma carta enviada à Capes pela Sociedade Brasileira de Zoologia (SBZ). O texto é assinado por 130 pesquisadores.

"Temo uma debandada geral de autores para publicações fora do país", diz o biólogo Walter Boeger, professor da Universidade Federal do Paraná e editor da revista brasileira Zoologia. Lideranças na área de Química também publicaram editoriais e enviaram cartas à Capes com críticas semelhantes.

Entre os "ameaçados" também estão os taxonomistas - que se dedicam à descrição de novas espécies -, já que a maioria de seus trabalhos são publicados em revistas nacionais. "São pesquisas que não têm grande apelo internacional, mas que são fundamentais para o conhecimento e o aproveitamento da nossa biodiversidade", diz o biólogo Carlos Joly, editor-chefe da revista Biota Neotropica.

Joly ressalta que por trás de um trabalho internacional há quase sempre um histórico de publicações em revistas nacionais. "Ao ignorar esse processo, a Capes está dizendo que toda essa etapa de construção do conhecimento não tem importância científica. Só o produto final", critica o cientista.

Fator de discórdia

A principal crítica dos pesquisadores sobre o novo Qualis diz respeito ao uso do Fator de Impacto (FI) como critério único do ranking. O FI é uma "nota" calculada pela Thomson Reuters que indica a frequência com que os trabalhos em determinada revista são citados na literatura científica. Quanto maior a nota, maior a importância do trabalho e da revista. O problema é que o FI não mede a qualidade de um trabalho - apenas a sua repercussão.

"Há artigos muito bons em revistas com baixo fator de impacto que são muito citados, assim como há artigos em revistas de alto impacto que não são citados jamais", diz a pesquisadora Vanderlan Bolzani, da Unesp de Araraquara, e presidente da Sociedade Brasileira de Química. "O fato de você publicar em revistas nacionais não significa que seu trabalho não tenha mérito, não tenha qualidade."

Apesar das reclamações, Capes não volta atrás

"Estão reclamando deles mesmos", disse ao Estado o presidente da Capes, Jorge Guimarães, ao comentar as críticas feitas ao Qualis por setores da comunidade científica. Ele ressaltou que os novos critérios foram discutidos extensivamente com representantes da academia. "Foi uma decisão dos pares, não da diretoria (da Capes)."

Guimarães afirmou não concordar com algumas mudanças como a limitação de revistas que podem ser classificadas num determinado estrato. Porém, a decisão já foi tomada. "Não vamos mexer nos critérios, porque não precisa", disse.

Segundo o presidente da Capes, muitas das críticas nascem da autoavaliação dos pesquisadores, que gostariam que suas revistas estivessem no topo da lista. Ele enfatizou que o Qualis é apenas um dos critérios usados na avaliação dos cursos de pós-graduação, e que as especificidades de cada área, como no caso da taxonomia, serão levadas em conta. "O estrato B1 já é excelente. Dois artigos no B1 equivalem a um artigo na Science (uma das revistas mais importantes do mundo)", comparou.

"É claro que todo mundo gostaria que sua revista fosse Qualis A. Mas, se todas estiverem no nível mais alto, como é que vamos diferenciar entre os cursos de pós-graduação?", questiona Adalberto Luis Val, diretor do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa) e ex-coordenador de Ciências Biológicas 1 na Capes. "É melhor ter um trabalho bom numa revista de alto impacto do que cem artigos pequenos que ninguém lê."
(O Estado de SP, 6/7)

Baleia pré-histórica 'dava à luz em terra'

Cientistas da Universidade de Michigan, nos Estados Unidos, descobriram um novo ancestral da baleia que viveu há cerca de 47 milhões de anos e dava à luz seus filhotes não no mar, mas em terra firme. A pesquisa foi possível após a descoberta de dois fósseis da espécie Maiacetus inuus, uma fêmea e um macho, em bom estado de preservação.

Os fósseis foram encontrados no Paquistão em 2000 e 2004. Junto ao fóssil da fêmea, descoberto em 2000, foi encontrado também o de um feto. Como os demais mamíferos que dão à luz em terra, a cabeça deste feto estava posicionada para ser a primeira parte do corpo do animal a deixar o ventre materno.

Este foi o primeiro esqueleto de feto já encontrado do grupo conhecido como arqueocetos, os ancestrais das atuais baleias. O nome da nova espécie reflete as condições da descoberta: Maiacetus significa "baleia mãe" e inuus era um deus romano da fertilidade.

Após a análise dos fósseis, os pesquisadores também concluíram que os filhotes da espécie já chegavam ao mundo equipados para buscarem comida sozinhos, pois tinham os dentes bem desenvolvidos ao nascer. O macho, descoberto em 2004, tinha cerca de 2,5 m de comprimento, 12% a mais que a fêmea, e dentes caninos 20% maiores que os dela.

Os pesquisadores dizem acreditar que a diferença de tamanho não era grande o suficiente para indicar que os machos controlassem as fêmeas a ponto de possuir haréns.

"Os dentes grandes, apropriados para agarrar e comer peixes, sugerem que os animais viviam a maior parte do tempo no mar, vindo à terra apenas para descansar, copular e ter filhotes", disse Philip Gingerich, responsável pelo estudo.

Ele afirma que, como outros arqueocetos, os exemplares tinham quatro patas adaptadas para ajudar o nado e, embora esses membros pudessem suportar o peso, os Maiacetus inuus provavelmente não se aventuravam muito longe da água.

"Elas eram claramente atreladas à costa. Viviam entre o mar e a praia", disse Gingerich.

Fonte: O Globo

Fóssil da maior cobra do mundo, de 13 metros, é descoberto na Colômbia

Arte reproduz espécime da Titanoboa cerrejonensis; fóssil de 60 milhões de anos tem 13 metros e pesa mais de uma tonelada





Uma equipe de cientistas encontrou em uma mina da Colômbia o fóssil que pode ter sido da maior cobra do mundo. O fóssil, de 60 milhões de anos, tem 13 metros de comprimento e pesa mais de uma tonelada, segundo o Instituto Smithsonian de Pesquisas Tropicais, sediado no Panamá.
Os pesquisadores encontraram os ossos do vertebrado em uma mina de carvão de Cerrejón, na Guajira colombiana (nordeste), uma área que há 60 milhões de anos era uma floresta tropical chuvosa.
O pesquisador Carlos Jaramillo, do Smithsonian, e Jonathan Bloch, curador de Paleontologia de Vertebrados do Museu de História Natural da Universidade da Flórida, coorganizaram diferentes escavações na Colômbia, que desenterraram os restos fósseis de uma nova espécie, chamada de Titanoboa cerrejonensis".
Durante meses, o grupo encontrou diferentes tipos de fósseis, até chegar à conclusão de que se tratava de uma serpente.

Descoberta histórica

"A descoberta da Titanoboa põe à prova nossos conhecimentos sobre os climas no passado e nos ambientes, assim como as limitações biológicas sobre a evolução das cobras gigantes", disse Jason Head, pesquisador associado do Museu Nacional de História Natural dos Estados Unidos, subordinado ao Smithsonian, e principal autor do artigo sobre a descoberta, que a revista "Nature" publica nesta quinta-feira.
"Isso mostra toda a informação que se pode conseguir sobre a história da Terra, recorrendo ao registro de um réptil em seu estado fóssil", completou Head.
Para calcular o tamanho e o peso do ofídio, Head e David Polly, professor associado de Geociências na Universidade de Indiana, basearam seus cálculos no raio entre o tamanho das vértebras e o tamanho das cobras existentes hoje.

Os cientistas também encontraram ossos fossilizados de crocodilos e tartarugas, presas desse tipo de serpente naquela época.
O tamanho da Titanoboa indica que o animal viveu em um ambiente com temperatura média anual era de 30ºC e 34ºC.
Até hoje, a maior serpente do mundo tinha cerca de 10 metros, e a mais pesada era uma píton de 183 kg, de acordo com o Smithsonian.









Células-tronco humanas devolvem mobilidade a ratos


Uma equipe de cientistas da universidade japonesa Keio, em Tóquio, conseguiu contornar os danos na espinha dorsal de ratos, permitindo recuperar a mobilidade de suas extremidades com a implantação de células-tronco humanas.
Esta é a primeira vez que se consegue transplantar com sucesso para ratos células-tronco de neurônios obtidas a partir de células humanas, que podem dar origem a diferentes tecidos, disse o chefe da equipe de pesquisa, Hideyuki Okano.
Ele prevê que, se os testes foram positivos, poderão ser aplicados em seres humanos dentro de pelo menos cinco anos.
Apesar dos danos que os roedores sofriam no sistema nervoso central e que causavam a paralisia de suas extremidades, eles puderam recuperar a mobilidade graças à implantação destas células conhecidas como iPS (Induced Pluripotent Stem Cells).
Antes, a equipe do professor Okano conseguido que células-tronco de ratos surtissem efeito em lesões similares, mas esta é a primeira vez que células-tronco de origem humano conseguem reparar o tecido nervoso de outra espécie.
Quatro semanas após o tratamento, os roedores recuperaram a mobilidade e foram capazes de se manter sobre suas patas e, inclusive, de correr.
As células utilizadas na pesquisa provinham de pele humana e foram implantadas em 29 ratos após serem transformadas em células do sistema nervoso.
No entanto, o sucesso desse tratamento não poderá ser totalmente confirmado até que vários meses se passem, já que nesses casos os ratos podem desenvolver tumores.
Segundo Okano, caso se confirme a viabilidade desta técnica o próximo passo será sua aplicação em testes de laboratório com macacos, para posteriormente iniciar as análises em casos humanos.

Fonte: Folha online

Bolsa para Doutorado na Alemanha - DAAD/CNPq


O Serviço Alemão de Intercâmbio Acadêmico (DAAD) anunciou nova seleção de bolsistas para doutorado na Alemanha. A seleção, com inscrições abertas até o dia 02 de março de 2009, faz parte do programa da instituição em conjunto com o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e com a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES).
Pela primeira vez o programa oferecerá a possibilidade de bolsas DAAD-CAPES para duplo doutorado, além das modalidades para doutorado integral e sanduíche. O programa abrange todas as áreas de pesquisa.
As bolsas de doutorado integral terão duração máxima de quatro anos. As bolsas sanduíche são de dois anos; e as de duplo doutorado preveem até 24 meses de estada na Alemanha, que podem ser parcelados de acordo com a necessidade e o planejamento do projeto de pesquisa, a ser preparado em conjunto pelo orientador do Brasil com o da Alemanha.
O conhecimento do idioma alemão em nível intermediário é exigido apenas dos candidatos da área de ciências humanas. Entretanto, todos devem fazer teste prévio de nivelamento.Os candidatos devem ter mestrado – concluído no máximo até o fim do primeiro semestre de 2009 – e, no caso das modalidades sanduíche e duplo doutorado, estar matriculados em programa de doutorado brasileiro.
Para o duplo doutorado, é necessário que os regulamentos dos programas de pós-graduação das universidades brasileira (na qual o candidato está matriculado) e alemã (para a qual pretende ir) prevejam a possibilidade da dupla titulação.

Mais informações: DAAD - Intercâmbio Acadêmico Brasil-Alemanha


Fonte: Agência FAPESP

Tratamento contra diabetes ataca mal de Alzheimer, mostra estudo brasileiro



Insulina e substância que a potencializa protegem conexões cerebrais.
Desafio é aplicar efeito protetor no cérebro de pessoas com a doença.

À esq., neurônio exposto aos causadores do mal de Alzheimer, com número reduzido de sinapses (conexões nervosas); à dir., o tratamento com insulina protege o neurônio da ação dos oligômeros, mantendo suas conexões (Foto: Divulgação)


A insulina, essencial para manter o equilíbrio do açúcar no sangue e usada para tratar o diabetes, também pode se revelar uma arma importante contra o mal de Alzheimer, doença letal que ataca o cérebro de idosos e ainda não tem cura. A suspeita já existia, mas um trabalho capitaneado por pesquisadores brasileiros demonstrou em detalhes a capacidade protetora da insulina. Quando ela chega até os neurônios (células nervosas), consegue proteger as conexões entre eles dos efeitos nocivos da molécula que causa o mal de Alzheimer.
"Já se conhecia a correlação clínica entre a deficiência de insulina, comum no diabetes, e a doença de Alzheimer", explicou ao G1 a neurocientista Fernanda De Felice, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). "Começaram os testes clínicos para tentar tratar a doença com insulina. Mas ficou um buraco no conhecimento -- não se sabia qual era o efeito positivo dela sobre os neurônios. Esse nosso trabalho preenche a lacuna", afirma De Felice, que assina a pesquisa na edição desta semana da revista científica "PNAS", ao lado dos brasileiros Sergio Ferreira, Marcelo Vieira, Theresa Bomfim e Helena Decker, além de colegas dos Estados Unidos.
Usando neurônios cultivados em laboratório, os pesquisadores foram à raiz molecular do mal de Alzheimer, os agregados de um peptídeo (fragmento de proteína) conhecido como beta-amilóide. Essa molécula se junta em pequenos conjuntos, com algo entre três e 20 peptídios idênticos, e interfere, entre outras coisas, com as conexões que se formam entre as células nervosas. Com tais ligações neuronais bagunçadas, a formação de memórias se torna impossível, o que explica a amnésia típica dos pacientes de Alzheimer.
Por outro lado, pesquisas recentes demonstram que a insulina, hormônio famoso por controlar o nível de açúcar no sangue, faz muito mais do que isso no organismo. "Ela é importante na formação de memórias, conceito que ainda não foi bem assimilado nem mesmo nas faculdades", diz De Felice. Esperar que ela tivesse efeito protetor contra o mal de Alzheimer é até um passo lógico, portanto, mas o problema era o "como".
Os experimentos com a cultura de neurônios mataram essa dúvida. O que acontece é que a insulina protege as conexões entre as células fazendo com que sumam os receptores dos conjuntos de beta-amilóide. Receptores são como fechaduras químicas, que permitem a interação entre a célula e determinada molécula -- dessa forma, deixava de ser possível a ligação entre os grupos de beta-amilóide e os neurônios, preservando as conexões entre eles.
A recíproca também é verdadeira: a molécula-vilã faz desaparecer os receptores de insulina nas células. Os pesquisadores verificaram ainda que a rosiglitazona, um medicamento usado para tratar diabetes que deixa o organismo mais suscetível à ação da insulina, potencializa o efeito protetor do hormônio contra a destruição de neurônios.

Rumo à terapia

Segundo De Felice, os achados em laboratório são um passo importante, embora preliminar, para tentar usar o conceito de forma terapêutica. "O próximo passo é estudar a situação em camundongos transgênicos [geneticamente modificados para desenvolver um problema análogo ao mal de Alzheimer de humanos]", diz ela. A pesquisadora também alerta quanto ao uso indiscriminado da insulina.
"Não adianta a pessoa ir até a farmácia para injetar insulina num parente idoso, por exemplo. O efeito pode até ser o oposto", explica. Um dos problemas possíveis é que a substância precisa atravessar a barreira natural que existe entre o sangue e o cérebro. O excesso de insulina na circulação poderia levar ao fechamento dessa barreira, o que só pioraria a situação.
Os pesquisadores que vão testar a insulina contra a doença no exterior pretendem contornar o problema aplicando o hormônio por via nasal, de forma a atravessar mais facilmente a barreira sangue-cérebro. Outro caminho seria usar a rosiglitazona, que aumentaria a ação de insulina sem manipular a quantidade dela no organismo, afirma Sergio Ferreira, coautor da pesquisa nacional.

Fonte: G1

Procuradoria denuncia sete por morte de 83 golfinhos no Amapá

Sete pessoas foram denunciadas pela Procuradoria da República no Amapá sob a acusação de participar da morte de 83 golfinhos em razão de pesca predatória.
Segundo o Ministério Público Federal, a denúncia pelo órgão ocorreu já que "os atos criminosos foram praticados em mar territorial, que é bem de propriedade da União".
No entendimento da Procuradoria, "houve um grande impacto ambiental proporcionado pela matança indiscriminada dos golfinhos e pela pesca predatória que ocorreu em águas brasileiras".
A matança de golfinhos, em 2007, foi registrada em uma região conhecida como Cabo Norte. Fiscais do Ibama (Instituto do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis) filmaram a pesca predatória.
A carne dos golfinhos, em alguns casos, de acordo com a Procuradoria, chegou a ser utilizada como isca para pesca. Segundo o Ministério Público Federal, o grupo utilizou duas embarcações e uma rede com mais que o dobro do tamanho permitido pela legislação (cerca de 5.500 metros de comprimento).
Na ação protocolada, a Procuradoria requisitou que os dois barcos e a rede sejam vendidos.


Fonte: folha online